terça-feira, 15 de junho de 2010

ANDE DE ÔNIBUS


A vida inteira eu falei que odeio andar de ônibus. Quem me conhece sabe como sou nojentinha com isso. Mas há pouco tempo passei por um período em que toda semana o carro apresentava um defeito. Fiquei parada algumas vezes na rua, e outras eu consegui levar o carro praticamente no embalo para o meu mecânico.
O último episódio foi quando o alternador resolveu pegar fogo no meio da linha vermelha. Eu, com a ajuda de mais uns seis extintores de almas caridosas, consegui apagar o fogo. Mas depois disso fiquei lá mais umas quatro horas esperando o reboque que, tecnicamente, teria que ser da própria linha vermelha. Mas todos os números da administração da linha vermelha que consegui eram inexistentes ou ninguém atendia. Até que meu mecânico me salvou, levando um reboque normal para me resgatar.
Larguei o carro no mecânico e fui para casa desolada e em depressão. Eu não queria mais saber daquela porcaria! Estava traumatizada. Com medo de usá-lo de novo e ficar parada pela milésima vez.
Foi então que começou a minha saga. Teria de andar de ônibus every single day. A sorte é que já mal estava tendo aulas, então só precisava pegar ônibus para o centro. Sem baldeações! (baldeação é coisa de corno!).
Desce a rua, vai pro ponto, entra no ônibus (executivo, é claro! Cata-Corno ninguém merece!), coloca o fone de ouvido. Agora é só relaxar até chegar ao trabalho.
Se o trânsito está engarrafado, quem liga? É até melhor que dá pra observar por mais tempo as esquisitices dos integrantes dos carros ao lado. Alguns preenchem as palavras cruzadas enquanto dirigem (taxista faz muito isso), outras dançam sozinhas, fazem a sobrancelha no retrovisor, se maquiam, lixam as unhas, cortam as unhas do pé e até pintam as unhas! É impressionante! Se inventarem um secador de cabelo que ligue no isqueiro do carro, será a próxima sensação. Acabo de notar que a maior parte desse público é feminino. Mais uma prova de que os homens são “mono-tarefa”.
Fora observar os movimentos alheios, notei também que existem edificações pelas quais eu passo todos os dias e eu nunca tinha visto. “Nossa! Será que trouxeram esse prédio pra cá de helicóptero durante a madrugada?”, você pensa. A verdade é que, enquanto eu dirigia dançando, retocando o rímel e lixando as unhas, não tive tempo para reparar no que existia fora da minha janela. Já de ônibus, descobri um novo mundo. É quase como estar em outra dimensão.
Aquele chope não programado após o expediente, não é mais um problema. Você está de ônibus mesmo! E, no meu caso, ainda tenho a vantagem de saltar no ponto final. Não tem nem o risco de passar do ponto por estar extremamente bêbada.
Reparei, também, que algumas pessoas pegam o ônibus, impreterivelmente, no mesmo horário todos os dias (pessoas com responsabilidades e que têm horário certo para chegar ao trabalho, o que não é o meu caso). Já até conhecem o motorista pelo nome.
Calhou até de eu pegar três vezes no mesmo horário e, por acaso, um cara gato (tá... nem tão gato, mas era interessante) também pegou. Ele sempre me olhava enquanto subia no ônibus (deve ser porque eu sento bem na reta de quem está subindo). Mas não custa nada elevar o ego, né. Bom, como sou nova nisso, não sei paquerar no ônibus. Nem sei se existe essa modalidade de paquera. Mas logo depois entrei de férias no trabalho e nunca mais o vi.
Hoje fui acordada pelo meu mecânico. O carro está pronto. É uma pena! Não que eu não pudesse deixar o carro em casa e ir de ônibus, mas, apesar de eu ter gostado da experiência, também não é pra tanto, né. Afinal, existem coisas que devemos fazer pelo menos uma vez na vida para dizer que fizemos. É tipo acampar! Pode até ser legal por uns dias, mas nada substitui a nossa caminha macia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MANIA DE GUARDAR


Ontem, meio sem sono, porém tentando dormir, fiquei pensando na insuportável mania que meus pais tem de guardar coisas inúteis. Na verdade esse pensamento teve origem porque meu armário está transbordando de coisas, tudo graças a minha mãe que ocupa todos os armários da casa com coisas dela, obrigando os demais a apertarem seus pertences em pequenos espaços de armário. Aí você pensa: “A mãe dela deve ter muita roupa e tudo mais!”. Mas a verdade é que ela não se desfaz de nada! Tem algumas peças de roupa lá que possuem ombreiras! Tem noção do que é isso?
Minha casa possui alguns cômodos só de depósito para coisas que não querem jogar fora. São peças de computador na sua maioria. A desculpa é que podem servir para alguma coisa um dia. Mas, tem coisas lá guardadas a mais de vinte anos que nunca serviram para nada! Será possível que Murphy é um cara tão sacana assim que vai fazer aquilo ser necessário logo depois que o jogarmos no lixo?
Algumas vezes ainda me enfio dentro de algum desses depósitos para tentar achar algum material legal para fazer maquete. Mas são raras as vezes que acho algo que preste. Sem contar que, praticamente, me sinto naquele filme “Armadilha”, tamanha a quantidade de teias de aranha das quais tenho que desviar. Mas, mesmo assim, às vezes, ainda atravessa alguma teia na minha cara.
Eu até entendo que, às vezes guardemos coisas um pouco inúteis, talvez por ter algum valor afetivo ou algo do gênero. Mas não é esse o caso dos meus pais. O problema deles deve ser doença mesmo. Eles devem pensar: “Eu não uso isso, mas não vou me desfazer porque está novo. Vou guardar aqui e esperar apodrecer! Aí eu jogo fora!”. Esse é o caso de umas estantes que estão, no momento, ocupando metade da garagem. As estantes apodrecem lá dentro, enquanto o carro apodrece na rua. Justo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ZONA SUL


A Zona Sul do Rio é uma área realmente diferenciada, não acham? As ruas são menos esburacadas, o mobiliário urbano é mais bonito, as fachadas de lojas e restaurantes mais sofisticadas, os passeios mais arborizados. Mas o que realmente me inveja é a vida noturna. Não falo de bares e boates, mas sim das coisas que fazemos no dia a dia mesmo. Livrarias, cafés, sorveterias, padarias, academias, etc. Imagina que perfeito, acordar às três da manhã sem nenhum sono e fazer uma caminhada até a cafeteria mais próxima para tomar um cappuccino com um pedaço de torta! Ou então comprar um sorvete e caminhas pela praia ou pela lagoa. Acho ótimo! E na Zona Norte, o que fazemos? No pior estado de inanição, o melhor que podemos fazer é irmos até uma loja de conveniência, de carro, comprar um biscoito. Acho uóh! Acho mesmo!
Outro fator que acho realmente o máximo na Zona Sul, são as pessoas. Eu sei que tem sempre um nojentinho aqui e outro ali, mas não é disso que quero falar, e sim das roupas. Eles não estão nem aí para a maneira de se vestirem! Vão a barzinhos com calça de pijama. É quase como se a rua fosse uma extensão de suas residências. Eu não sei vocês, mas, na Zona Norte, quando saio usando a minha calça branca de listrinhas pretas (Sobre a qual me refiro como “Calça do Picasso”), todos ficam me encarando, como se eu fosse alguma maluca, ou que tivesse acabado de sair da cama. Mas usar minha calça de listrinhas na Zona Sul, faz de mim apenas mais uma na multidão. Até porque, não importa o quão estranho você se vista, sempre haverá alguém bem mais esquisito do que você. Então, imagine uma coisa mais perfeita ainda! Ir à cafeteria às três da manhã tomar cappuccino com torta SEM TER QUE TROCAR DE ROUPA! Muito foda, né! Eu sei! E, enquanto isso, você, morador da Zona Norte, está tomando banho e experimentando algumas peças para ir à loja de conveniência.
Outra máxima sobre as pessoas da Zona Sul é que são muito mais tranquilonas e bem humoradas. E não é por que moram numa cobertura de 2 milhões de reais, não! É por que não precisam se estressar com o trânsito. Os sortudos têm metrô para todos os cantos. Outro dia mesmo, saí do centro para ir à Botafogo. Levei menos de 10 mins. Depois voltei para pegar meu carro no centro e, advinha quanto tempo levei para chegar em casa!!! Duas malditas horas! Tem noção??? E eu só moro a exatos 24 quilômetros do meu trabalho! Resumindo, fui para casa a 12km/h. Uhull... sente a adrenalina!
Fato que o trânsito de Botafogo consegue ser o pior do Rio, mas não são os moradores de lá que formam o engarrafamento, e sim os moradores de outras áreas do Rio que resolvem se castigar trabalhando lá.
Quanto à segurança, não tem o que falar, né! Afinal de contas, a Zona Sul ainda fica dentro do Rio de Janeiro.
E, só pra encerrar, vou falar alguma coisa sobre a Barra. EU ODEIO A BARRA!
Bando de emergente metido a besta!!! Quiseram dar uma de milionário?? Então agora se fode aí! Pega carro até pra ir na padaria. Ô vidinha de corno.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

DIETA SEM ÁLCOOL


Hoje faz exatamente um mês que não bebo nem uma gota de álcool. No início eu resisti um pouco, por que achei que esse papo de que álcool engorda era balela, mas não é que, em menos de uma semana, já havia sentido diferença na barriga. Incrível! Não é que engorde, mas o álcool incha, e muito, principalmente quando se tem uma rotina de beber, no mínimo, quatro dias na semana. Pro meu organismo foi uma redução absurda na quantidade dessa substância mortal para a silhueta.
Se quiserem fazer a experiência, vou logo avisando que a primeira semana não é fácil. Exige força de vontade extra, principalmente quando aparecem aqueles churrascos na casa de amigos, fora os convites para barzinho que antes nunca eram recusados. Mas quando aparecem os resultados, você começa até a criar repulsa pela sua velha amiga, a cervejinha.
Hoje já posso ir a bares numa boa, sem ficar com vontade. Me satisfaço com meu suquinho, de preferência de abacaxi, que é bom pra digestão. Fora que o desejo de petiscar também diminui, visto que, muitas vezes, nem estamos com fome, mas sempre pedimos algo para acompanhar a bebedeira. Ontem consegui até dizer “não” para o escondidinho de camarão que eu tanto amo. Fui pra casa feliz e tomei meu shake dietético que já não é mais tão torturante quanto no início.
Outra ótima dica para manter a dieta é não encará-la como uma dieta, e sim como uma reeducação alimentar. Quando estamos de dieta ficamos contando os dias e quilos para aquele sofrimento acabar, mas com uma reeducação alimentar é diferente. Tanto faz o quanto você demora a perder. O importante é que você está cuidando da sua saúde e isso deve ser para sempre. Emagrecer será uma conseqüência. A vantagem disso é que os seus quilos extras não voltarão mais.
Eu sei o quanto é gratificante emagrecer super rápido, pois já tive essa experiência por várias vezes na minha adolescência, mas, infelizmente, a esbeltez tinha os dias contados. Depois de dias passando fome, a gente acaba comendo tudo o que vê pela frente. Mas isso é só uma das desvantagens. Eu me sentia fraca, mal-humorada, dormia o dia todo, e cheguei a desmaiar uma vez.
Em uma alimentação correta devemos comer a cada três horas. Essa rotina fará com que seu organismo entenda que não é preciso guardar energia para mais tarde, logo ele estará sempre eliminando. Outra vantagem é que evita o mau hálito.
Procure carregar sempre uma maça, barra de cereal, iogurte ou castanhas do Pará na bolsa, para consumir entre as três principais refeições do dia. Assim suas refeições se resumirão em: Café, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, Janta e lanche da noite. Lembre-se! Esses lanches intermediários são coisinhas bem leves! Com esse hábito fica difícil sentir fome e comer igual um boi.
Espero ter servido como estímulo inicial para quem está querendo perder os quilinhos extras. Dói bem menos do que parece. Boa Sorte!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

STRESS EXTREMO


Ontem à noite me dei conta, enquanto tomava banho, que estou estressada. Eu não achava mesmo que estivesse. Tenho andado bem calma e procuro encarar as coisas sempre de maneira otimista. Mas hoje de manhã tive certeza que meu estresse se origina de uma única fonte: Pessoas inconvenientes, mal educadas e, principalmente, porcas!
Sabe como eu sei disso? Porque hoje foi a terceira vez que meu carro quebrou em menos de um mês e isso não afetou minha serenidade. Mas o tapete molhado e enrolado que meu irmão larga no banheiro depois do banho me deixa tremendo de raiva e me faz imaginar continuamente que estou agarrando-o pelos cabelos e batendo com sua cabeça na parede. Só de estar escrevendo isso já estou ficando irritada.
Outro ótimo exemplo é a nojeira que meus irmãos e meu pai deixam na cozinha durante a madrugada. Não são capazes de lavar um copo sequer! E o pior, nem, ao menos, colocam os copos e pratos na pia. Eu acordo de manhã e tenho que respirar fundo pra não jogar tudo no chão antes de sentar tranqüilamente para tomar meu café. Até os panos de prato me dão nojo. Usam pra secar as mãos e depois largam em cima da mesa todos embolados. Qual a dificuldade de estender aquela merda?
E sabe qual a pior parte? Se eu uso um copo e deixo na pia sem lavar, tenho que ouvir a minha mãe dizer, debochadamente, que a louça não se lava sozinha. Pois é! Eu sei que não! Pois sou eu que a lavo quase todos os dias de manhã só pra ter o gostinho de tomar café num lugar limpo. Se alguém fosse lavar as louças que sujo por todas as louças dos outros que já lavei, eu nunca mais teria que chegar perto de uma pia na vida.
A ironia é que minha mãe, uma vez, por um motivo que não vem ao caso, teve a audácia de me chamar de machista! Mas pergunta se ela manda meus irmãos lavarem a louça que eles sujam! Pergunta se alguma vez ela reclamou com algum deles sobre largarem um prato imundo em cima da mesa! Se eu sou machista, ela é hipócrita!
Mas não é só em casa que me irrito. Ver alguém jogando papel na rua já é suficiente pra me tirar do sério por pelo menos alguns minutos. Eu nunca falo nada, mas fico me imaginando pegando aquele papel e enfiando pelo nariz do sujeito. Ou, as vezes, pegando o papel e dizendo: “Você deixou cair!” (Cheguei bem perto de fazer isso, mas estava no engarrafamento e fiquei com medo do trânsito andar).
Eu juro que já tentei desenvolver técnicas para não me afetar com nada disso. Já tentei até fingir que não to vendo e que não é comigo. Até o dia que ignorei a CARALHA da louça que estava na pia quando cheguei do trabalho e tive que ouvir meu pai dizer com ironia: “Você não pode lavar aquela louça não, né?”
PUTA QUE PARIU!!!
Soltei uns lasers e respirei tão fundo que quase vomitei. O jeito que ele falou parecia que eu é que tinha passado a tarde toda deixando a cozinha um chiqueiro, quando na verdade eu nem estava em casa e foi ele mesmo quem fez a sujeira. Eu não me importo de lavar, sabe? O que irrita é ser tratada como se não estivesse fazendo mais do que a minha obrigação. Ele poderia ter dito qualquer coisa! Até: “Lava essa merda dessa louça!!!”, mas falar como se eu que tivesse sujado foi abusar da minha paciência e boa vontade.
Achei que desabafar iria ajudar a me acalmar, mas já vi que não vai. Talvez bater com a cabeça do meu irmão na parede ajude, mas não quero ir pra cadeia. Alguma sugestão?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

VEGETARIANOS

Andei olhando umas imagens na Internet e me ocorreu que os vegetarianos também não deveriam comer biscoitos. Eis o por quê:

Confesso que também não sabia! To chocada! Mas, como não sou vegetariana, posso continuar comendo biscoitos sem problemas.
Eu não sou vegetariana por uma questão lógica. Se os animais não são feitos para comer, por que são feitos de carne??

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

DÚVIDA

Já se vão 3 anos e meio de faculdade. Muito estudo, muito stress, muitas noites projetando, muito dinheiro investido e, só agora, faltando um ano e meio para o fim, eu descubro que poderia ter me poupado de todo esse esforço e tempo perdido simplesmente seguindo o passo a passo abaixo:

É triste e deplorável. Chego a me perguntar se vale a pena continuar na faculdade. Talvez eu fique, por que falta pouco, talvez eu apenas imprima a imagem.